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PSA (Prostate Specific Antigen) é uma enzima produzida pela próstata que participa na liquefacção do sémen após a ejaculação. Se existirem alterações na ligação entre as células da próstata , isto é no seu tecido, uma parte do PSA em vez de ser lançado no esperma reflui para a corrente sanguínea. Daqui resulta que qualquer doença que altere o tecido da próstata faz refluir o PSA para o sangue. A doença que faz isto com mais intensidade é o cancro pois as células estão altamente desorganizadas e disfuncionais no tecido cancerígeno. Assim um PSA elevado é certamente de causa prostática mas pode não ser de causa maligna. O PSA pode estar elevado por hiperplasia benigna, por prostatite, por cancro da próstata, por enfarte prostático (sim a próstata tem enfartes). Pode ainda elevar ligeiramente com as relações sexuais com o toque rectal e a instrumentação (algaliação, endoscopia, calibração da uretra com sondas, etc.). O PSA é usado no diagnóstico precoce de cancro da próstata e na monitorização após tratamento de cancro. Nesta última situação, por exemplo após prostatectomia radical o PSA deve ser indetectável, após radioterapia atinge um nadir mínimo do qual não deve subir sob pena de estarmos perante recidiva do cancro. Isto é também verdade para a monitorização do tratamento dito hormonal no cancro da próstata avançado. Na prostatite o PSA pode subir na ordem das dezenas descendo progressivamente ao longo de meses até um mínimo que pode não estar dentro dos valores normais, sendo causa de ansiedade para doente e para o seu urologista. Na hiperplasia benigna da próstata um PSA mais elevado é indiciador de crescimento mais rápido da glândula e logo da probabilidade de complicações e logo da necessidade de tratar.
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