| Laparoscopia Urológica |
A cirurgia laparoscópica consiste na realização de cirurgias não abrindo o abdómen com bisturi e operando a "céu aberto" mas sim através de pequenos orifícios por onde são introduzidos uma câmara de vídeo e diversos instrumentos de dissecção, corte e sutura com que se realizará a cirurgia. Algumas pessoas designam estes actos por "cirurgia laser" e "cirurgia pelos furinhos" sendo a segunda verdadeira. A laparoscopia tem vantagens estéticas (cicatrizes minimizadas), menos dor pós-operatória, e recuperação e altas em geral mais rápidas.
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| Cirurgia aberta |
Trata-se da cirurgia tradicional e ainda a mais comum em muitas áreas.
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| Incontinência urinária |
Na mulher a cirurgia clássica para incontinência de esforço, por via abdominal está praticamente abandonada sendo hoje as cirurgias minimamente invasivas através de pequenas incisões na mucosa vaginal, com cerca de 1 cm a prática standard. Em gíria médica designam-se por colocação de sling sub-uretral (e pela população em geral como cirurgia “da fitinha”). Estas cirurgias permitem alta no mesmo dia ou no dia seguinte. Não sendo totalmente isentas de complicações representam no entanto um progresso abismal em relação à agressividade da cirurgia clássica. No homem há cirurgias correspondentes mas são maioritariamente feitas em doentes incontinentes após outras cirurgias nomeadamente por cancro da próstata. São ligeiramente mais agressivas que a cirurgia na mulher mas permitem igualmente alta precoce. Em ambos sexos e quando tudo falhou é ainda possível a colocação de um esfíncter urinário artificial que substitui o esfíncter natural do corpo e é accionado pelo próprio doente através da pele quando deseja urinar. Há incontinências por instabilidade da bexiga que se contrai sem que o paciente o deseje levando à perda de urina. Quando não controláveis com medicação são tratáveis por meio de aplicação de toxina botulínica na bexiga, feita através da uretra. Quando estas técnicas falham é possível tentar a neuromodulação ou ainda fazer cirurgia clássica para aumentar o tamanho da bexiga, habitualmente com retalho de intestino delgado.
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| Cálculos renais |
Não mais que 2 a 3% dos cálculos obrigam a cirurgia clássica. A maior parte dos cálculos hoje são destruídos por: dissolução química oral, quando os cálculos não estão ainda a colocar o rim em risco – é o caso por exemplo de alguns cálculos de ácido úrico; por litotrícia extracorporal – técnica de fragmentação dos cálculos através da aplicação de ondas de choque através da pele; por ureteroscopia com laser (aqui sim mesmo laser) em que um aparelho (ureteroscópio) é introduzido pela uretra e sobe à bexiga, ureter ou rim, para destruir o cálculo in loco; cirurgia percutânea- em que é criado um orifício/trajecto da pele ao rim, através do qual se introduz também um endoscópio (nefroscópio) para fragmentar os cálculos. Quando nenhuma destas técnicas foi exequível é ainda possível em alguns casos a laparoscopia; a cirurgia clássica geralmente pressupõe incisões que por serem grandes são de recuperação lenta para o doente sendo como tal utilizadas em último recurso.
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| Disfunção sexual |
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